Hoje, 21 de julho de 2016, completam-se 200 anos desde o nascimento de Israel bere Josaphat, o judeu alemão de Cassel que, trinta anos depois, mudaria-se para Londres e trocaria de nome para Paul Julius Reuter (1816-1899), com o qual batizaria a agência de notícias que fundou e que cresceu para se tornar a maior do mundo.

O bicentenário do Barão Reuter, como é chamado na empresa, foi lembrado pelo blog oficial do conglomerado Thomson Reuters, formado depois que a holding canadense Thomson (formada inicialmente como cadeia de jornais e depois especializada no segmento de gestão de patentes, consultoria jurídica e direitos autorais) comprou a agência britânica em 2008.

Para comemorar, o blog começou a publicar a biografia do fundador da agência em cinco partes, começando na terça-feira desta semana. A narrativa completa pode ser acompanhada no endereço https://blogs.thomsonreuters.com

Aqui no nosso blog, traduzimos e reproduzimos um trecho:

Duzentos anos atrás, neste mês – em 21 de Julho 1816 – Israel Josaphat, fundador da parte ‘Reuters’ da Thomson Reuters, nasceu em Cassel, na Alemanha [então Prússia]. Em 1878 – como Paul Julius Reuter – ele se aposentou como diretor administrativo da Reuters Telegram Company, uma das mais famosas instituições da era vitoriana. A agência de notícias Reuters fazia parte da cola que mantinha o Império Britânico unido. Até então um nome familiar, ninguém poderia imaginar a vida sem ele. A rainha Vitória se referia a Reuter como “aquele que normalmente sabe”.

Como é que tudo começou para Reuter? 1840 e 1850 foram os anos pioneiros.

Clementina Reuter não estava destinada a ser uma típica ‘esposa do século XIX “. Alta e loira (enquanto o marido era baixo e moreno), ela tinha uma personalidade forte. Depois de alguma oposição inicial por seu pai (e, possivelmente, sua mãe), ela havia se casado. Sem dúvida foi um casamento por amor mas, desde o primeiro dia, Clementina estava determinada para que esse casamento – e a carreira de seu novo marido – fosse um sucesso. Mais especialmente nos primeiros dias. “Tímida, passiva, recatada e por trás dos panos” não eram palavras que adequadas para definir Clementina Reuter.

Em 1845, encontramos Josaphat primeiro empregado como um livreiro pela Reuters – uma editora de Berlim – e de morando em Scheunviertal, antigo bairro judeu da cidade. Já sem ser Israel, Josafá tinha trocado o seu primeiro nome por Julius, o nome romano para um menino nascido em julho. Foi lá que conheceu – e não uma menina judia, mas uma boa luterana – Clementina Magnus – a filha bem-educada do pastor Magnus da Rua dos Granadeiros. Mais tarde, naquele outono, a firma de Josaphat pediu-lhe para viajar a Londres para ampliar o negócio e, talvez, abrir uma sucursal. O casal viajou a Hamburgo, de onde, provavelmente, realizou algum tipo de cerimônia de casamento civil – com Clementina registrada na lista de passageiros como “Mistress Josaphat ‘- eles navegaram no vapor Neptune, chegando a Londres em 29 de outubro.