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blog sobre agências de notícias e temas relacionados

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dezembro 2013

Reuters

A maior agência de notícias do mundo cresceu como “órgão auxiliar” do Império Britânico, mas fez fortuna menos com jornalismo e mais com informação financeira. Fundada em meados do século XIX por um empresário judeu alemão naturalizado inglês, a agência se tornou empresa de capital aberto no século XX e expandiu-se globalmente durante a Guerra Fria, diversificando serviços (fotojornalismo, telejornalismo, gráficos, esportes e economia) até ser comprada pelo discreto porém gigante conglomerado canadense Thomson, em 2008. Hoje, embora ainda sediada em Londres, a Reuters nem assume mais a identidade de “agência britânica”, porém global, disposta a manter o status de número 1 no setor da distribuição de informação. Continuar lendo “Reuters”

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Associated Press

Já no nome, a Associated Press entrega qual é o seu diferencial: ser uma associação de imprensa em que todos os sócios são também seus clientes. Eles bancam os custos de operação e dividem os lucros. Surgida como uma parceria permanente entre seis jornais populares de Nova York no início do século XIX, a AP inaugurou o modelo de “cooperativa de jornais” (depois seguido por várias outras agências pelo mundo afora, como a ANSA, PA, DPA, Lusa, entre outras) e cresceu a ponto de virar a maior agência dos Estados Unidos, e a segunda maior do mundo – atrás apenas da Reuters. Por boa parte do século XX, ela enfrentou a concorrência direta da UPI, agência nascida de dois grandes conglomerados de imprensa norte-americanos, mas que minguou na virada do milênio, deixando a AP sozinha na liderança do mercado de distribuição de notícias. Continuar lendo “Associated Press”

AFP

A Agence France-Presse (ou apenas France-Presse, ou conhecida pela sigla AFP) é herdeira direta da primeira agência de notícias do mundo – a Havas, fundada pelo banqueiro Charles Havas, em Paris, em 1835. Embora tenha passado por várias rupturas institucionais de lá para cá (especialmente na época em que a França foi ocupada pelos nazistas, de 1940 a 1944), a AFP reivindica a criação da Havas como seu próprio nascimento e orgulha-se de poder-se dizer pioneira entre as agências. Outrora forte em todo o império colonial francês, desmantelado entre 1958 e 1960, a AFP hoje sofre cortes de custos, redução de equipes e pressão contra os subsídios que recebe do Estado francês – ao qual é institucionalmente subordinada. Continuar lendo “AFP”

Bloomberg

Criada por um ex-operador de Wall Street que descobriu o “ovo de Colombo” ao inventar um sistema de informação financeira rápido e confiável, direto do pregão para as redações, a Bloomberg teve ascensão meteórica e desbancou a Reuters como principal fonte de dados da economia global. Depois de fundar a agência (que depois gerou um portal e um canal de televisão com o mesmo nome) e ganhar muito dinheiro com notícias sobre o dinheiro dos outros, Michael Bloomberg saiu dos bastidores e deu seu primeiro passo para os holofotes: elegeu-se prefeito de Nova York, logo depois dos atentados de 11 de setembro. Continuar lendo “Bloomberg”

TASS

Assim como a União Soviética era, nominalmente, uma união indissolúvel das 15 repúblicas socialistas que a compunham, a TASS (sigla em russo para “agência telegráfica da União Soviética”) foi criada para ser a “agência das agências” de todas as repúblicas, reunindo os órgãos do Partido Comunista em cada uma. Na prática, porém, sempre foi um órgão centralizado submetido ao Comitê Central, ao Kremlin e à autoridade de Moscou. Com o fim da URSS, em 1991, a agência mudou de nome para ITAR-TASS mas voltou ao original em 2014, mantendo a referência ao extinto país. Por boa parte de sua existência, dividiu as funções com a Novósti, agência do governo (enquanto a TASS era do Partido, ainda que para os soviéticos as duas instâncias fossem sobrepostas), até a extinção desta última, no mesmo ano de 2014. Atualmente, a TASS é a principal agência da Rússia e da antiga esfera de influência soviética, mantendo presença forte no Leste Europeu, no Cáucaso e na Ásia Central. Continuar lendo “TASS”

EFE

A agência nacional da Espanha nasceu, sob o nome e a forma atual, no final da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que devastou e dividiu o país entre os republicanos de esquerda e os falangistas (fascistas) de Francisco Franco, o caudilho que derrubou a república e governou até morrer, em 1975. Organizada pelos vencedores com a fusão de três agências privadas preexistentes (a Fabra, a Faro e a Febus), a nova agência foi batizada com o nome da letra inicial de suas antecessoras – ou, dizem as más línguas, as iniciais do ditador. Hoje, a EFE é uma empresa estatal, porém com bastante autonomia administrativa e financeira, e, com fortes investimentos de expansão na América Latina, pretende ser a principal fonte de informação no mundo hispânico. Continuar lendo “EFE”

ANSA

A ANSA (Agenzia Nazionale Stampa Associata, ou “agência nacional imprensa associada”) copiou o nome e o modelo organizacional da Associated Press, mas nasceu num contexto bem italiano. Quando o “país da bota” foi libertado pelos Aliados do fascismo, em 1945, os principais jornais italianos – Corriere della Sera, La Stampa, La Repubblica, Il Sole 24 Ore – se juntaram para fundar um serviço que garantisse a cobertura internacional conjunta para eles, em italiano, e também projetasse as notícias da nova Itália, republicana e democrática, no exterior. No início do século XXI, a ANSA investiu em reforçar sua presença na América Latina, com serviços em espanhol e em português para o Brasil. Continuar lendo “ANSA”

Xinhua

A Xinhua não é só uma agência. É um órgão do Partido Comunista Chinês. É também um órgão regulador de meios de comunicação, nacionais e estrangeiros, na China. É ainda dona de um conglomerado de mídia no país, sendo proprietária de mais de 20 jornais, mais de dez revistas, rádio, televisão, editora e um portal, Xinhuanet. É tudo isso, e também uma agência de notícias. Como se não bastasse, a Xinhua (que, em mandarim, quer dizer “Nova China”) é um gigante com mais de 10 mil funcionários (a Reuters, por comparação, tem 1,3 mil) e ainda investe em outros setores, como tecnologia de informação, assessoria de comunicação e – sério! – construção civil. Assim como outras agências nascidas no contexto de guerra, ela foi fundada durante a Longa Marcha de Mao Tsé-tung para divulgar os atos dos comunistas chineses, que enfrentavam os nacionalistas do Kuomintang e os invasores japoneses. Permaneceu como um braço de comunicação do PC chinês até a vitória da Revolução, em 1949, quando foi transformada em agência oficial do país.

Continuar lendo “Xinhua”

Kyodo

As três agências do Eixo, os países derrotados na Segunda Guerra Mundial, nasceram ao mesmo tempo, no fim da ocupação pelos Aliados, e inspiradas no modelo “cooperativo” da Associated Press. Com a Kyōdō Tsūshin-sha, ou apenas Kyodo, não foi diferente. Ela é uma sociedade formada pela rede pública NHK mais 49 jornais e outros nove veículos de mídia japoneses, incluindo os prestigiados Mainichi Shimbun, Sankei Shimbun, Chunichi Shimbun, Nishinippon Shimbun, e até outra agência de notícias, a Nikkei. Hoje conta com 95 escritórios no Japão e no mundo, 242 assinantes regulares, tem acordos de parceria com a Yonhap sul-coreana e participa do pool de intercâmbio jornalístico AsiaNet. Continuar lendo “Kyodo”

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