A GNA (Ghana News Agency), uma das agências de notícias mais antigas da África, onde grande parte das empresas do setor ainda depende de meios analógicos para entregar seus despachos aos assinantes, anunciou nesta terça-feira (6/11) que adotará “em breve” plataformas digitais para melhorar a entrega de seus serviços aos clientes e ao público.

E, nesta quinta-feira (8/11), a China efetivou uma doação de 50 mil cedis (cerca de US$ 10,2 mil) em equipamentos à agência africana.

Em matéria de Fatima Anafu-Astanga difundida pela própria GNA, o gerente-geral interino da agência, Kweku Osei Bonsu, disse que “a credibilidade da agência no fornecimento de notícias ainda era alta”, mas que “precisava apenas encontrar formas e meios de aumentar a velocidade com que as matérias eram divulgadas na atual era da evolução tecnológica”.

O executivo disse à equipe que um novo site está sendo criado para acompanhar as notícias e melhorar o uso das mídias sociais pelos repórteres.

Osei Bonsu visitava funcionários, stringers (correspondentes frilas) e colaboradores do serviço doméstico da agência em Bolgatanga, na região do Alto Leste de Gana, em visita de trabalho de três dias, acompanhado do gerente da GNA, Moses Bawa, e do chefe interino do Departamento de Engenharia, Henry Adomako Oduro.

Embora o diretor-geral interino tenha reconhecido os desafios logísticos das equipes dos escritórios regionais, pediu que eles aproveitem ao máximo a situação e trabalhem arduamente para permitir que a agência ganesa continue relevante no setor da informação.

Neste sentido, a embaixada da China efetivou a doação de 13 computadores HP, uma fotocopiadora Cannon, dois notebooks Huawei, dois tablets Huawei, cinco impressoras laser HP e 12 no-breaks.

Na entrega dos equipamentos, o embaixador chinês em Gana, Shi Ting Wang, pediu explicitamente que a GNA tente “dar uma imagem holística e precisa sobre a China”. O diplomata disse que um fornecededor de notícias respeitável como a GNA poderia ajudar a causa ao divulgar notícias precisas, equilibradas, confiáveis ​​e objetivas, com rapidez, para corrigir uma “imagem negativa estereotipada” da China, às vezes retratada na mídia internacional. Wang lamentou que os chineses sejam retratados como ruins em algumas seções da mídia ganesa e em redes sociais.

Na ocasião, Osei Bonsu disse que a GNA está “no caminho de recuperar sua liderança e força na coleta e disseminação de notícias”, mas isso é dificultado por gargalos logísticos e financeiros. Para ele, a agência ganesa precisa de “uma melhoria radical em seus equipamentos e tecnologia para contar a história africana ao resto do mundo”, e por isso agradeceu pela doação.

Segundo Osei Bonsu, há planos em andamento para reequipar a agência de modo a acompanhar as modernas formas de entrega de notícias, incluindo plataformas de mídias sociais para acelerar a disseminação de notícias. Ele ponderou, no entanto, que tudo deve ser orientado pelos parâmetros da objetividade e da precisão.

Também aconselhou a equipe a usar estruturas estabelecidas para lidar com queixas e promover padrões éticos no trabalho.

No final de outubro, a GNA ganhou cinco prêmios da Associação Ganesa de Jornalismo (GJA, na sigla em inglês), em evento promovido em Acra, capital do país africano. Entre eles, a agência foi escolhida como Melhor Empresa de Mídia em Tecnologia da Informação e Comunicação e Jornalismo Digital.

A GNA também assinou um memorando de entendimento com a agência de notícias Xinhua, da China, sob a parceria de informação econômica da Nova Rota da Seda, que envolve a troca de informações, entre outros produtos, entre eles e seus parceiros.

[fonte: http://www.ghananewsagency.org/social/ghana-news-agency-to-use-digital-platforms-to-enhance-news-delivery-141184 e http://www.ghananewsagency.org/social/chinese-embassy-equips-ghana-news-agency-to-deliver-effectively-141291%5D

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