A agência CivilInfo, que funciona também como ONG em Moçambique, país de língua portuguesa na África, faz oficinas de capacitação para jornalistas comunitários no interior do país. Nesta, realizada em abril de 2016, os capacitadores mostraram funcionalidades da aplicação de dispositivos móveis (smartphones e tablets) e de mídias sociais para realizar o trabalho jornalístico, particularmente em áreas carentes ou longe das grandes cidades.


Se a situação do jornalismo no interior do Brasil já é de precariedade, no interior de um país africano é, em média, muito pior. Dificuldades como ausência de cobertura de rede de dados, preço dos pacotes de conexão e dos próprios aparelhos tecnológicos, falta de formação e de treinamento específicos são alguns dos obstáculos para o jornalismo de agências nas periferias globais. Isso tudo sem contar problemas comuns ao jornalismo como um todo, como insegurança e ameaças feitas por poderes locais. Alguns dos relatos contidos no vídeo acima chegam a ser emocionantes.

Agências de notícias precisam chegar aonde a informação está para garantir a maior extensão da sua rede de distribuição. No mundo rico isso é fácil. Mas, nos países periféricos, travados pelo subdesenvolvimento, esse trabalho chega a patamares quase heroicos. O vídeo acima demonstra como a grande dificuldade para os desequilíbrios na circulação global de informações está menos na produção de conteúdo e mais na distribuição – o que evidencia a importância estratégica das agências de notícias.

Para saber mais: o website oficial da CivilInfo é www.civilinfo.org.mz

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