O Jornal do Brasil, um dos veículos mais importantes da imprensa do país, voltará a ter edição impressa usando intensivamente agências de notícias, segundo matéria publicada no sábado (18/2) pela Folha de S. Paulo.

O controle da marca JB, como é conhecido, foi vendido recentemente ao empresário Omar Peres, dono de restaurantes de luxo, depois de permanecer por 15 anos nas mãos de Nelson Tanure, investidor especializado em recuperar empresas falidas – o que não conseguiu com o jornal.

Peres disse à Folha que o novo jornal impresso será alimentado por agências de notícias em suas seções de Internacional e Esportes, além de Política nacional.

“Vamos usar o material das agências. A maior parte dos assuntos de Brasília também virá dessa forma”, afirmou. Ele espera vender 30 mil exemplares por dia, apenas em bancas, sem assinaturas.

Em 2010, depois de 119 anos circulando em papel, o JB deixou de ter uma edição impressa e passou a ter apenas uma versão digital, no site http://www.jb.com.br . A publicação tinha sido o primeiro jornal do país a entrar na Internet, ainda em 1995.

Entre 1966 e 2013, o Jornal do Brasil também teve uma agência de notícias própria: a Agência JB, criada por uma equipe de jornalistas que incluía Alberto Dines. Durante décadas, a Agência JB manteve acordo com a Associated Press para redistribuição do material.

Quando Tanure assumiu, a propriedade do jornal foi mantida nas mãos da família Nascimento Brito, que arrendou-o para o empresário por 30 anos. Os termos do recente acordo com Omar Peres não foram revelados pela matéria da Folha, que menciona apenas “contrato para usar a marca”, o que indica um licenciamento e não venda.

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