O empresário norte-americano Michael Bloomberg, fundador e CEO da agência que leva seu sobrenome, anunciou que desistiu de concorrer à presidência dos Estados Unidos como candidato independente.

Nesta segunda-feira, Bloomberg publicou um artigo no site da própria empresa explicando as razões que o levaram a desconsiderar a hipótese de candidatura. Intitulado “The Risk I Will Not Take” (o risco que não vou correr), o texto afirma que a decisão se baseou no cálculo das chances de vitória.

“Quando olho os dados, fica claro para mim que, se eu entrasse na corrida, não poderia vencer. Em uma corrida de três vias, é improvável que qualquer candidato ganhe maioria dos votos eleitorais, e então o poder de eleger o presidente seria tirado das mãos dos norte-americanos e jogado para o Congresso”, explicou Bloomberg, em referência ao sistema de eleição indireta para presidente dos EUA.

“Do jeito que está a campanha agora, com republicanos controlando as duas casas [do Congresso]”, continua o dono da agência, “há uma grande chance de que minha candidatura levaria à eleição de Donald Trump ou do senador Ted Cruz. Esse é um risco que não posso correr em sã consciência”.

Michael Bloomberg, de 74 anos, já foi prefeito de Nova York por três mandatos, de 2001 a 2013, pelo Partido Republicano, sendo eleito logo após os atentados de 11 de setembro. Ele nasceu em Boston e começou como operador de bolsa de valores em Wall Street em 1973. Em 1982, fundou a agência Bloomberg, levando a empresa a se tornar a maior fonte de informações financeiras do mundo.