A coordenadora da Agência Brasil, Lana Cristina do Carmo, denunciou que existe uma “campanha obscura” para desacreditar o serviço, pertencente à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), segundo a agência de notícias equatoriana ANDES.

Em afirmação feita durante o quarto encontro dos diretores das agências-membro da União Latino-Americana de Agências de Notícias (ULAN), em Quito, no Equador, dia 24 de abril de 2015. Na ocasião, a jornalista afirmou que a ABr “faz um jornalismo que tenta retratar o dia a dia do país e não trabalhar sob a diretriz do governo”.

A ABr foi fundada em 1990, no início do governo Collor, depois de um hiato de dois anos pelo qual o país tinha passado sem ter uma agência oficial, desde a extinção da EBN (Empresa Brasileira de Notícias, sucessora da Agência Nacional), em 1988, por decreto do presidente José Sarney. Em 2003, no início do governo Lula, foi completamente reformulada, passando a ser uma agência orientada ao interesse público e não mais à divulgação de atos do Poder Executivo federal.

No mesmo encontro na capital equatoriana, os representantes das agências associadas à ULAN decidiram elaborar um protocolo de funcionamento para o Ansur, o portal comum da entidade.

“Precisamos que a informação seja produzida por cada país, seja contada por sua própria agência pública”, disse o vice-presidente da agência argentina Télam, Santiago Aragón.

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